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riscos_e_rabiscos

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Meu Amor, Meu Amante

 

Acordei com um sentimento estranho de alegria e de saudade. A minha alegria é inexplicável pois exceptuando a noite de chuva torrencial, não houve nenhum acontecimento extraordinário na minha vida. Já a saudade…

 

Há três semanas que não estou com o N. devido às contingências da vida. A verdade é que estou a morrer de saudades dele.

Tenho saudades de o estrafegar, de o beijar e de lhe fazer as minhas “maldades de amor” e que o fazem afinar às vezes.

Tenho saudades dos beijinhos, de dormir juntinhos abraçados ou de mãos dadas. Tenho saudades de colocar as minhas pernas em cima dele e ele reclamar comigo por ter as pernas quentes. Tenho saudades de lhe fazer cócegas nos pés com os meus próprios pés. Tenho saudades de lhe fazer cócegas debaixo dos braços e da cintura e ele ter um ataque de soluços. Tenho saudades dos miminhos dele e das refeições preparadas por ele. Tenho saudades das surpresas em forma de gulodice que ele me traz. Tenho saudades das nossas turras. Tenho saudades de lhe chagar a massa cinzenta. Tenho saudades de lhe chamar todos os nomes amorosos que inventei especialmente para ele. Tenho saudades do seu toque na minha pele. Tenho saudades da paciência dele para me aturar. Tenho saudades da sua preocupação. Tenho saudades de me zangar com ele por empestar a sala com o cheiro de um cigarro fumado às escondidas. Tenho saudades do corpo dele junto ao meu. Tenho saudades de o amar e ser amada. Tenho saudades de estar com ele na nossa casa.

Morro de saudades cada vez que ele se vai embora…